PASSEATA PRÓ-ABORTO: FALTA DE EMBASAMETO MORAL (Folha Espírita - Maio/2004)

Em 25 de abril uma passeata reuniu, em Washington (EUA), 750 mil pessoas em uma marcha pró-aborto e em defesa dos diretos das mulheres. A passeata contou com a organização de 1.400 grupos pró-aborto dos EUA e a presença da senadora democrata Hillary Clinton e das atrizes Sharon Stone e Demi Moore. Nos Estados Unidos, 60% da população é a favor do aborto.

A Associação Médico-Espírita do Brasil divulgou, na sessão de encerramento do seu Congresso Nacional, Medinesp 2003, a Carta de São Paulo, na qual condena o aborto provocado e a administração da “pílula do dia seguinte”, que tem ação abortiva. “Ninguém tem o direito de matar: nem a mulher, nem o homem, nem a equipe médica, nem o Estado. A vida é um bem inalienável, indisponível. Não se pode reduzir o embrião à condição de ‘coisa’. Esta atitude de ‘coisificação’, daqueles que se arvoram em juízes para decidir quem morre e quem vive, resulta de um modelo bioético utilitarista que somente confere direitos aos organismos vivos autoconscientes”, declara Marlene Nobre, presidente da associação.

Nem sempre, porém, o que é legal tem embasamento moral. Nem mesmo quando cerca de 750 mil pessoas saem às ruas para clamar pela defesa de tais “direitos”. Infelizmente, o Planeta já viu movimentos semelhantes, ao longo de sua história, foi assim quando a multidão exigiu a morte do maior dos inocentes ou quando milhares de soldados perfilados clamaram por guerras de destruição em massa.