COMO FORMAR UM GRUPO DE ESTUDOS?

A intenção dos participantes é o principal aspecto a ser observado na formação de um grupo de estudo, para que haja definição de objetivos. É importante que o grupo estabeleça claramente seu interesse de estudo para que haja uma diretriz, um objetivo a ser alcançado.

Com isso, os novos participantes saberão desde cedo de que tipo de grupo estão participando e com qual proposta estão lidando. Naturalmente, os interesses do grupo podem sofrer alterações e melhoramentos com o tempo, mas é importante que seja estabelecido, desde o início das atividades, o estudo da Doutrina Espírita.

Desistências ocorrerão, uma vez que é impossível agradar a todos, mas saber ouvir e falar são atitudes de disciplina e crescimento.

Coordenação

Os coordenadores necessitam desenvolver a sensibilidade em reconhecer no seu grupo particular aqueles que trazem boas idéias e a iniciativa individual para a condução das atividades. Lembre-se de que os grupos de estudos não são organizações fixas, duráveis, e por isso devem ser nutridos, período por período, ano após ano, com novos membros e novas lideranças.
Se houver a oportunidade de ter um professor que abrace a causa, e que aceite ser o professor orientador como ocorre nas ligas, é muito bem vindo. Lembrando que, como nas Ligas, a coordenação é dos alunos e o grupo segue a vontade da maioria dos componentes, dentro dos objetivos traçados inicialmente.

Lugar e Horário

O lugar e o horário das reuniões devem ser de consenso da maioria e devem ser do conhecimento da instituição onde as reuniões se realizam. Eles devem estar claros no meio de divulgação a ser utilizado.

Pode haver, inicialmente, dificuldade ou resistência por parte da instituição de ensino para liberação de uma sala para estudo. Nesses casos é importante o diálogo franco, sereno e esclarecedor a respeito da proposta do grupo. Se a instituição de ensino se mantiver inflexível diante da proposta de se criar um grupo de estudo espírita no campus, organize as reuniões fora deste espaço.

Relacionamento com outros grupos religiosos

O respeito pelo pensamento alheio é condição básica para a paz e o bom relacionamento entre os seres. Não podemos esquecer que trabalhamos todos pela mesma causa, com algumas diferenças de pensamento, mas com a mesma vontade de aprender a amar.

Sobre as reuniões

A prece é um momento de relaxamento mental e espiritual, em que os integrantes dos grupos buscam ampliar os canais de receptividade para a espiritualidade. Por isso deve ser o impulso inicial em qualquer atividade que venhamos realizar, e no grupo deve ser realizada no inicio e no final das reuniões de forma que seja um momento de união de pensamentos e vontades.

O Estudo

A escolha do tema a ser estudado é de iniciativa de cada grupo em particular.
Deve-se procurar atender as necessidades e a capacidade de compreensão da maioria, não existindo um padrão rígido, preestabelecido, para a condução do estudo.
Algumas sugestões são:

- “O que é o espiritismo?” Allan Kardec;
-“A alma da Matéria” Dra. Marlene Nobre ED. FE;
-“Fisiologia Transdimensional” Dr. Décio Iandolli Jr.
- Artigos científicos que relacionam saúde e espiritualidade como os do Dr. Harold Koenig;

As oportunidades de estudo são muitas, as casas espíritas, mini-cursos e cursos em relação ao espiritismo, assim estes momentos de convivência na universidade são únicos pela qualidade de informação, mas principalmente pela qualidade de sentimentos.

Atividades Externas

Cabe a cada grupo avaliar as condições de envolvimento dos participantes para propor atividades praticas fora dos momentos de estudo. Sem duvida essa é uma atividade desejável, porém requer de todos os integrantes muito compromisso e empenho para que seja bem sucedida.
Alguns grupos organizam cursos, congressos e até grupo de prece junto ao paciente, isso depende muito da realidade de cada grupo.

Não esquecendo que tudo tem seu tempo.

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