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DIETA VEGETARIANA
(matéria publicada na Folha
Espírita em março de 2006, no Espaço do Leitor)
Gostaria de obter informações
sobre as dietas vegetarianas e saber se, realmente, podemos viver sem
nos alimentar de carne. Assisti a um DVD chamado A carne é fraca,
em que alguns médicos afirmam que ela não é necessária
para manter nossa saúde, que as informações sobre
seus nutrientes são incorretas. O Livro dos Espíritos, na
pergunta 723, diz que a alimentação animal pelo homem é
necessária devido ao nosso estágio, porém a pergunta
716 fala sobre as necessidades artificiais. Afinal, a carne é realmente
primordial para o nosso desenvolvimento?
(Marcos Antônio da Silva, São José
dos Campos – SP)
Para esclarecer sua dúvida, transcrevemos um trecho
de uma entrevista feita certa vez com Chico Xavier, em um programa de
televisão, e que foi transcrita no livro Chico Xavier, dos Hippies
aos Problemas do Mundo, da Editora Lake, em que ele esclarece alguns pontos
sobre o consumo da carne:
“Essa é uma questão antiga no mundo
espiritualista. Nós temos nos apropriado da cooperação
compulsória dos animais, há muitos, muitos milênios.
O nosso corpo espiritual está condicionado em grande maioria de
nós outros à absorção das proteínas
do reino animal. Então, se nós estamos ainda subordinados
à necessidade de valores protéicos que recebemos da carne,
nós não devemos entrar em regimes vegetarianos de um dia
para o outro e, sim, educar o nosso organismo para realizarmos essa adaptação.
Nesse sentido, muitas vezes, quando a nossa vontade não mais se
dirige para a alimentação com base na carne, precisamos
considerar o nosso problema de saúde, ouvir um médico amigo,
que possa nos aconselhar quanto ao problema de nossa alimentação,
para que os nossos problemas nutricionais sejam resolvidos com harmonia
e segurança, para não cairmos na perda de memória
e em determinados desastres orgânicos por falta de valores protéicos
intensivos em nosso campo celular.
Vamos pensar nisso e muitos de nós precisamos
ainda da alimentação com base na carne, embora essa alimentação
tenha para nós um valor de terapêutica. Isso parece uma racionalização
em Psiquiatria. Parece que nós estamos criando uma desculpa para
comer a carne. Mas não é bem isso. A maioria de nós
ainda necessita da carne e para dispensarmos esse tipo de concurso dos
animais precisamos de tempo para que a nossa reencarnação
possa produzir os valores a que somos chamados. Nós todos somos
chamados a produzir algo de bem e precisamos de saúde, vida saudável,
vida robusta. A pecuária ainda é um dos fatores da economia
humana. Não podemos tratar esses casos com ingenuidade, conquanto
os animais nos mereçam o máximo respeito, e não devemos
criar situações de extermínio desnecessárias
para eles. Nós precisamos ainda da carne, do leite, dos laticínios,
de muitos modos de cooperação dos animais, na farmacologia,
na nossa vida comum. Por enquanto, não podemos dispensar, mas também
não devemos estar como senhores absolutos da natureza.”
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