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Tratamento esgotado Caro Giovanni, a sua dúvida é a mesma
de muitos de nós, médicos espíritas. A Associação
Médico-Espírita do Brasil (AME-Brasil), no seu último
congresso, em maio de 2005, divulgou uma Carta de Princípios,
que contém o nosso pensamento sobre o tema. Ela pode ser acessada
na íntegra no www.amebrasil.org.br. Há alguns anos, fizemos uma enquete entre espíritas,
incluindo médicos da AME-Brasil e AME-ES (Espírito Santo),
baseada em alguns casos, reais e hipotéticos, e as respostas
foram as mais variadas possíveis, predominando, entretanto, um
entendimento de que o espírito deve ficar ligado ao corpo o maior
tempo possível, e o médico deve “lutar contra a
morte” em todos os casos, ou seja, admitindo a prática
da distanásia. 1) Eutanásia, nunca. 2) Distanásia, deve ser evitada. Devemos proporcionar uma morte a mais digna possível. Que o paciente, se possível, escolha onde e com quem quer morrer, de preferência em casa e de forma mais natural e menos mecanizada possível. 3) Que a morte seja vista não como um inimigo a ser combatido, mas como um processo natural da evolução do ser. Ser a favor da vida sempre, mas não lutar contra a morte quando ela está em curso e é inevitável. 4) Incentivar e divulgar a Medicina dos cuidados (conhecida como Medicina Paliativa – não concordo com essa denominação que é um tanto cartesiana, pois entendo como uma Medicina Integral que prepara o ser para outra dimensão da vida), cobrando do sistema de saúde, público ou privado, a oferta desse serviço para a nossa população. 5) Ao entrar no ambiente de trabalho, ore para obter os instrumentos necessários (inspiração) para tomar decisões mais próximas possível da Justiça Divina. Ore diante de uma situação de dúvida. Ore para o paciente que está em processo de desencarnação (muitas vezes é melhor a oração do que uma intervenção física, para o espírito que está se desligando do corpo físico). 6) O mais importante é a intenção. Nunca tenha a intenção de abreviar a vida de alguém. Se precisarmos usar um analgésico de ação central ou sedativos, que façamos com o objetivo de aliviar a dor física e não de proporcionar uma “morte suave”, como fazem alguns oncologistas que prescrevem doses maiores, acreditando que estão aliviando o sofrimento dos seus pacientes. 7) Não se esconda com medo de críticas de colegas, pois a maioria tem opiniões contrárias à nossa. Seja firme em suas posições, suas crenças e seu entendimento. 8) Se o seu talento é com a área de doenças críticas ou terminais, persista nessa sua vocação, pois são áreas da Medicina mais carentes de profissionais “humanizados”. Podemos ser bons tecnicamente e praticarmos a Medicina da Alma: humildade, respeito com os pacientes e com os colegas de profissão, segurança na Justiça Divina (fé), felicidade de servir numa seara de grandes sofrimentos e amor ao próximo. Essas são receitas para não termos “problemas
de consciência”. Fraternalmente, |
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