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O Congresso Medinesp 2003, realizado de 18 a 21 de
junho, no Grande Auditório do Anhembi, em São Paulo, que
englobou o IV Congresso Nacional da Associação Médico-Espírita
e o II Encontro Internacional de Médicos-Espíritas, reuniu
1.200 pessoas, entre médicos e profissionais de Saúde,
representantes de associações médico-espíritas
e federações, para estudar e discutir os fundamentos da
Medicina espírita baseados nas revelações contidas
nas obras de Allan Kardec e Chico Xavier-Emmanuel. |
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No primeiro
dia do evento, 1700 pessoas foram ao Anhembi ouvir o médium Divaldo
Pereira Franco falar sobre Jesus, O Médico das Almas |
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Maria
da Graça Ender, do Panamá; Nestor Masotti, presidente do
CEI; Fábio Villarraga, da Colômbia; Elsa Rossi, da Inglaterra
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Marlene Nobre
e o psiquiatra americano Dr. Harold Koenig: espírita e não-espírita
falando a mesma linguagem |
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Uma
Krishnamurty e Amit Goswami: psicologia do Yoga tranformando emoções
negativas com positivas e Física Quântica para defesa de
um novo comportamento |
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Medrado: momentos
da arte através da pintura mediúnica |
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A
Espiritualidade também nos trouxe, através da médium
Valdelice, belíssimas pinturas |
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Coral Auxiliadora,
de Bagé (RS), encontou o público no encerramento do congresso nacional e na abertura do encontro internacional |
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Objetivos Cumpridos O Medinesp 2003 cumpriu, plenamente, os seus objetivos.
"Os nossos corações estão
em festa, impregnados de paz e amor!
Jesus, o Médico das Almas Nem a greve do Metrô paulista e o trânsito
da véspera do feriado de Corpus Christi tiraram o brilho da abertura
do IV Congresso da Associação Médico-Espírita
(Mesnesp 2003), em 18 de junho, no Anhembi, Zona Norte da capital paulista.
Mesmo com os problemas comuns de uma cidade grande como São Paulo,
cerca de 1.700 pessoas foram acompanhar a abertura do evento, que contou
com a palestra do médium baiano Divaldo Pereira Franco, recém-chegado
da Europa e que esteve no local especialmente para falar de Jesus, o Médico
das Almas. Para ouvi-lo, muitas pessoas chegaram ao Anhembi por volta
das 15h. Antes da abertura do congresso, parte de sua equipe de voluntários
trabalhou na venda de fitas com suas palestras e livros, autografados
pelo autor. |
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Divaldo autografando
livros antes da apresentação |
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| Divaldo salientou ainda as várias passagens da vida Jesus, as curas que realizou e, principalmente, a declaração feita a um dos apóstolos de “que não veio para curar os corpos, mas para ser o médico das almas”, assim como a de que viria novamente à humanidade através de um consolador”. E frisou, relembrando a vida de Jesus, seus atos, falas e curas, que ELE é a resposta para todos os males.
Estudo da Reencarnação No painel que tratou do estudo da reencarnação, o psiquiatra
e presidente da AME-SP, Sérgio Felipe de Oliveira, informou que,
com base na literatura de André Luiz e Allan Kardec no Livro
dos Espíritos, a participação do espírito
reencarnante acontece desde a escolha do espermatozóide, que,
ao tocar o ovócito de segunda ordem, desencadeia a produção
de determinadas substâncias, transformando-o em óvulo,
quando, então, se dá a fecundação propriamente
dita. Neste momento o espírito assume o comando sobre a organização
dos genes. Quanto à clonagem, afirmou que a questão sobre
a ascendência do espírito sobre as células não
está concluída.
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Maria Júlia P. Peres: relatou casos
de evidência de reencarnação |
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Holismo e Psicologia No painel Holismo e Psicologia, Anapaula Brum, psicóloga
clínica e hospitalar em São Paulo, falou a respeito de várias
correntes filosóficas na área de Psicologia, relacionando-as
e descrevendo o que elas dizem a respeito de assuntos como mediunidade,
espiritualidade, morte e reencarnação. Ao final, fez algumas
propostas acadêmicas para melhorar cada vez mais a abordagem do
profissional e aumentar as linhas de pesquisa.
Itaci, uma história Darcy Carvalho, fundadora e diretora da Ação Solidária contra o Câncer Infantil, contou a história de como o câncer entrou em sua vida, de como se sentiu despreparada com a doença do filho, com 7 anos, e como a venceu. Relatou como, com garra e coragem, fundou, juntamente com outros casais, a Ação Solidária Contra o Câncer Infantil e, há um ano, o Instituto de Tratamento do Câncer Infantil (Itaci), um hospital construído com doações para atender crianças e adolescentes carentes. Darcy apresentou fotos do Itaci e as suas dependências. “Ele parece tudo, menos um hospital” disse ao final de sua apresentação, quando foi aplaudida de pé pelo público, muito emocionado com sua apresentação simples e sua forma amorosa de tratar as crianças com câncer. |
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Darcy, Rosemeire
e Lígia se apresentaram no painel sobre Holismo e Psicologia |
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Medicina e Espiritualidade na obra de Chico Xavier Roberto Lúcio Souza, vice-presidente da AME-Brasil,
abriu as conferências do primeiro dia de trabalhos com a palestra
Construindo o Paradigma Médico-Espírita, falando de Medicina
e Espiritualidade na Obra de Chico Xavier. Ao lembrar da história
do grupo de estudos de Espiritismo e psiquiatria do qual faz parte, na
AME-MG, e do nascimento das reuniões de cunho espiritual no Hospital
Espírita André Luiz, de Belo Horizonte, afirmou que, durante
dois anos, o livro Pensamento e Vida, de Emmanuel, foi usado como cartilha
de aprendizado. “A obra Chico-Emmanuel e André Luiz nos traz paradigmas
importantes, amplia informações desde a Codificação.
Emmanuel, por exemplo, diz que o médico honesto e sincero, amigo
da verdade e dedicado ao bem é um apóstolo da providência
divina. E também que a saúde é a perfeita harmonia
da alma para a obtenção da qual há necessidade da
contribuição preciosa das moléstias e deficiências
transitórias da terra”, informa.
Vida Pré-Natal |
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| Villarraga falou da |
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| Outra palestra que chamou a atenção do público foi a de Fábio Villarraga, da Colômbia, que tratou das influências do meio ambiente físico e psíquico na vida pré-natal do ser humano. Ele mostrou o passo a passo do desenvolvimento do embrião e de seus sentidos, apontando para a vida desde a fecundação. Villarraga também explicou a importância das atitudes benéficas embriofetais, como o diálogo materno-fetal e o clima familiar equilibrado.
O Vôo da Borboleta O Espírito diante da Experiência de Quase-
Morte, da Cremação, do Coma e dos Transplantes foi o tema
da apresentação do clínico e membro da AME-ES José
Roberto Pereira dos Santos. Ao som de As Quatro Estações,
de Vivaldi, e em uma menção à primavera, o painel
teve por propósito mostrar que a morte, assim como o vôo
da borboleta, é uma coisa boa. “Sabemos que o espírito de
evolução moral adiantada, que seguiu as leis de Deus e cultivou
boas sementes terá seu processo de desencarnação
rápido. Não terá dor, nem sensações
negativas. Do contrário, terá mais dificuldades, será
mais penoso”, apontou. No caso da cremação, Santos lembrou que deve-se esperar 72 horas para que ocorra, principalmente se o espírito for ligado à matéria, para evitar que tenha as mesmas sensações. Partindo-se do mesmo princípio, afirmou que não é recomendável um enterro com menos de 24 horas. “Mas o mais importante é pautar a nossa vida sem essas preocupações. Se fizermos a nossa parte, não importa que destino terá o nosso cadáver”, argumentou. Com relação ao coma, Santos afirmou que, segundo André Luiz, o aprisionamento do espírito ao corpo depende de sua condição mental. “Se ele tiver pouca evolução moral, terá consciência do corpo, mas não responderá. Daí a nossa responsabilidade como médico diante do paciente. Devemos lhe levar mensagens positivas”. No caso dos transplantes, declarou que o espírito pode ter a dor perispiritual, mas que, nessas situações, sempre há o amparo da espiritualidade. |
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Fernando
Guimarães apresentou palestra sobre Medicina Energética |
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| Alexander
de Almeida defendeu
a realização de mais pesquisas
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O médico espírita diante da morte “Certa vez, um colega, médico intensivista
e que, portanto, estava acostumado com a morte, cuidava de um paciente
amigo, que acabou desencarnando. Ao dar a notícia à família,
viu que não tinha estrutura para isso e, ao invés do contrário,
acabou sendo consolado por ela. Este foi um dos motivos que me levou a
fazer um estudo sobre o estudante de Medicina diante da morte”,
relatou Ricardo Sallum, otorrinolaringologista e vice-presidente da AME-Baixada
Santista, afirmando que o modelo bioético existente é ultrapassado
e não prepara o estudante para a morte. |
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Décio
Iandoli Júnior, no lançamento do livro Ser Médico
e Ser Humano, que aborda o aspecto humano no relacionamento médico-paciente |
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“O modelo atual, a
de uma Medicina materialista, não acredita na existência
do espírito. Ele prioriza a doença e não o doente,
assim como a razão à emoção”, declara
Sallum. Segundo o médico, as escolas atuais ensinam o estudante
a apenas ver a morte, sem discuti-la, e é por isso que muitos desistem
do curso já no primeiro do curso. Ou então, conforme ele,
quando ela ocorre, há, muitas vezes, uma desestruturação
emocional do médico. “O modelo atual desumaniza o médico.
Ele sai da faculdade com a teoria de que se deixar se levar pelas emoções
não será um bom profissional”, declara.
De acordo com Sallum, o ponto de partida do problema é o medo da morte, do desconhecido. “O médico espírita tem de ser diferente, já que para ele a morte não lhe é totalmente desconhecida”, salienta. “O papel dele deve ser o de ‘curar raramente, aliviar frequentemente, mas confortar sempre’. É disso que muitos se esquecem”, finaliza.
Espiritualidade integrada ao tratamento |
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Daher
tratou das parcerias espirituais |
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Jorge Cecílio Daher,
médico endocrinologista e presidente da AME-GO, tratou da questão
das parcerias espirituais, criadas a partir de vínculos simpáticos
ou antipáticos gerados por imagens construídas pelos conteúdos
psíquicos do espírito encarnado. Baseou sua apresentação
no Livro dos Espíritos, pergunta 621, e na obra de Jorge Andréa,
especificamente na afirmativa de que é a consciência que
dá os impulsos diretivos do Bem e Mal. Falou sobre os núcleos
psíquicos e sobre a definição de corpo de pensamento
dada por André Luiz. Além disso, Daher abordou os mecanismos
psicológicos de defesa em relação aos impulsos. Tratou
também dos processos de obsessão e concluiu sua exposição
explicando que somente a sublimação, que é a superação
da culpa auto-punitiva mediante um processo de auto-perdão, e da
transformação da culpa em responsabilidade, acarreta a sublimação
das parcerias espirituais. |
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Mesa dos participantes
do painel sobre Espiritualidade Integrada ao Tratamento |
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| A partir de conceito de
fé, de que a alma é a direção e o corpo é
a obediência, segundo Allan Kardec, e que a saúde é
a perfeita harmonia da alma, de acordo com Emmanuel, a presidente da AME-ES,
Ana Catarina Loureiro, citou pesquisas realizadas por cientistas da Europa
e Estados Unidos que concluíram que pacientes que de alguma forma
manifestam ter fé em algo superior conseguem mais sucesso no processo
de cura. Citou Kardec, quando afirma que “quando você está
doente e quer realmente ser curado, você é como se fosse
uma bomba sugadora e o médico uma bomba compressora”. E fez
a analogia de que o mesmo pode-se dizer da relação médium
passista e aquele que está recebendo o tratamento de passe. “Quando
este externa sua fé, também se posiciona como uma bomba
sugadora e o passista com uma bomba compressora”, declarou. “A
oração traz os benefícios da cura e os pacientes
deveriam deixar a condição de passivos e passarem a ser
ativos, com as consciências de que eles são os artífices
da própria cura”, completou. |
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Ana
Catarina e José Roberto: sucesso no processo de cura através da fé e morte comprada ao vôo da borboleta |
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| Maria da Graça De Ender, da Associação Médico-Espírita do Panamá, lembrou que a saúde é um estado de equilíbrio entre forças físicas e psíquicas e que todos estão sujeitos a doenças por não cultivarem o pensamento reto. Ressaltou a importância da atitude de amor do médico para com o paciente, como componente de altíssima importância para que o último encontre o caminho da recuperação da sua saúde. No final de sua apresentação, Maria da Graça comoveu o público com um relato de um paciente. Dependente químico, abandonado pela família e excluído da sociedade, encontrou, inspirado na paciência e no tratamento fraterno que lhe fora dispensado pela médica, o caminho da cura através da descoberta do amor de Deus.
O poder do espírito Irvênia Di Santis Pratda, médica veterinária e professora de fisiologia da USP, inicou o painel sobre O Poder do espírito discorrendo sobre a evolução fisiológica do cérebro, a matéria mental e co-criação, com base nas pesquisas realizadas por André Luiz no livro “Evolução em Dois Mundos” e por Mac Lean, em “Transição Evolutiva”. |
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Irvênia
baseou sua palestra nas pesquisas realizadas por André Luiz em
"Evolução em Dois Mundos" |
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Jaider Rodrigues de Paulo,
presidente da AME-MG, tratou, na sequência, dos estados alterados
de consciência (sonambulismo e mediunidade), quando afirmou, entre
outros pontos, que o sonambulismo infantil não é doença.
Porém, deve ser tratado com orientação aos pais da
criança quanto aos cuidados que devem dispensar, tais como manter
ambiente saudável dentro do lar, sem discussões, evitar
que a criança assista a filmes, novelas e/ou noticiários
com focos de violência ou qualquer outra agressividade, cultivar
o hábito da prece e da leitura sadia, principalmente ao deitar.
“O sonambulismo torna-se patológico apenas se persistir após
a adolescência”, declarou. |
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José
Nicanor e Jaider Rodrigues de Paula |
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O presidente da AME-SP,
Sérgio Felipe de Oliveira, tratou das funções da
glândula pineal, informando que, após várias pesquisas
realizadas, concluiu-se que, além das várias funções
que desempenha, ela é o elo de ligação entre o corpo
e o espírito e representa o centro de massa energética do
corpo.
Logo após o painel, o psicólogo André Luiz Peixinho abordou as mudanças de paradigmas e a necessidade de capacitar médicos e terapeutas para tratar das psicopatologias, criando uma epistemologia espiritual para o serviço de saúde mental.
Câncer e o novo paradigma Osvaldo Hely Moreira, cardiologista e vice- presidente da AME-MG, iniciou o painel que tratou do câncer e o novo paradigma com a definição médica da doença. Posteriormente, definiu os fatores que a promovem, assim como os pensamentos e sentimentos que levam ao câncer, assim como as causas passadas que podem evoluir para a doença. Segundo Moreira, o câncer se instala na região do erro que a pessoa causou ou na área que vibra com o erro. |
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Kátia
apontou a postura que o médico deve ter em relação ao paciente e à família |
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| O tema foi completado por Kátia Marabuco, oncologista da Universidade do Piauí, que tratou da postura que o médico-espírita deve ter em relação ao paciente e sua família e quais as preparações que devem ocorrer para o desencarne, entre outros. A palestra de Sabino Antônio Luna e Daniel Gómez Montanelli, ambos da Argentina, ‘costurou’ os itens tratados pelos colegas Moreira e Kátia, tratando da humanização no tratamento do câncer.
Software mostra a geometria do espírito Paralelamente ao IV Congresso Nacional da Associação Médico-Espírita, aconteceu, nos dias 19 e 20, pela manhã, no auditório G do Anhembi, seminário sobre o modelo geométrico do espírito proposto pelo doutor Hernani Guimarães Andrade, desencarnado recentemente, em seu livro Espírito, Perispírito e Alma. O público presente pôde conhecer a geometria do espírito, conforme a concepção tetradimensional, ou seja, a forma geométrica da 4ª dimensão, sendo possível visualizar o corpo físico, o corpo vital e o corpo astral de que trata o dr.Hernani. O aspecto inovador a ser destacado é que a apresentação foi feita utilizando-se um software de realidade virtual não imersível (URML), de linguagem tridimensional. A exposição foi feita por Carlos Eduardo Noronha Luz e David Lucas Desidério, ambos da Faculdade de Engenharia e Tecnologia da Unesp.
Como vencer os vícios Tabagismo, processo de recuparação em dependência química e desenvolvimento humano aplicado a populações carentes atendidas em ambulatório médico-espírita foram destacados no painel Renovando Atitudes, Como Vencer os Vícios. No caso do tabagismo, Maria Cristina Alochio de Paiva, pneumologista e membro da AME-ES, informou que a nicotina, encontrada no cigarro, é a droga que produz mais estímulos cerebrais e que, por isso, se fosse descoberta hoje, seria considerada ilícita. Segundo ela, os efeitos nocivos do fumo atingem o perispírito, principalmente os órgãos mais atingidos pelo cigarro, como pulmão e coração. “Ele diminui os fluxos vitais para o corpo. Impregna e ocasiona falta de proteção dos amigos espirituais”, declarou, afirmando também que a fé nos liberta do vício. Maria Heloísa Bernardo, diretora-técnica do centro de Tratamento Bezerra de Menezes, em São Bernardo do Campo (SP), relatou os aspectos clínicos e espirituais do processo de recuperação da dependência química e salientou que as substâncias psicoativas alteram o pensamento, danificando a mente, o corpo e o espírito, afetando o comportamento e os relacionamentos. |
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| Maria
Heloísa falou de dependência química |
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| No encerramento do painel,
o médico homeopata da Universidade Federal de São Paulo
(Unifesp) Fernando Bignardi relatou sua experiência em um centro
espírita da capital paulista com pessoas carentes, onde foi trabalhada
a Medicina Integral, inclusive com sessões de relaxamento, e a
melhora em todos os sentidos que esses pacientes tiveram em suas vidas.
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Fernando Bignardi |
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AMES formulam carta de princípios sobre direitosdo embrião e eutanásia Durante dois dias, membros das AMEs se reuniram em uma sala anexa ao grande auditório do Anhembi para discutir questões bioéticas, como os direitos do embrião e os momentos finais da existência física. Como resultado desses fóruns, ao final do II Encontro Internacional, foi apresentado ao público uma carta de princípios da AME-Brasil sobre as duas questões.
Apresentações artísticas encantaram o público O Medinesp 2003 contou com várias apresentações artísticas, que levaram ao Anhembi um clima de grande paz e harmonia. Na abertura do evento, 18 de junho, à noite, apresentaram-se a pianista Isabel Maresca, acompanhada dos tenores Márcio Gomes e Paolo Santoro e da soprano Assunção de Lucca, que se revezaram no palco em recitais interpretando autores como Bizet e Gounoud. No mesmo dia, assim como nos seguintes, a voz da cantora lírica Paula Zamp ajudou na preparação do ambiente para as preces e início das apresentações. Outro destaque foi a apresentação do Coral Auxiliadora, do município de Bagé (RS), que encantou a todos no encerramento do congresso nacional e abertura do evento internacional. Mas não foi só a música que encantou o público presente. Logo após a sua palestra, que tratou dos Estados Elevados de Consciência e Saúde Mental, a psiquiatra indiana Uma Krishnamurty apresentou danças clássicas indianas, representando o Deus Shiva em uma ação entre o bem e o mal e também uma oração. No encerramento do II Encontro Internacional de Médicos Espíritas os médiuns José Alberto Lima Medrado e Valdelice Sallum propiciaram ao público momentos de arte e criatividade através da pintura mediúnica. Eles trouxeram obras inéditas de artistas desencarnados, como Renoir, Van Gogh, Picasso, Tarsila do Amaral, Paul Gauguin e Claude Monet, entre outros.
Universitários trocam experiências Estudantes universitários, representando várias faculdades do Brasil, se reuniram no Mednesp 2003 para discutir suas experiências com grupos de estudo ligados à espiritualidade. Neste primeiro encontro, abordaram as dificuldades que encontram em mantê-los ativos dentro das universidades, sobre o apoio que recebem ou não dos professores e dos próprios alunos em geral. Cada grupo ali representado pôde tirar dúvidas com os mais experientes. Quem ainda não tem um grupo formado, mas tenta organizá-lo e não sabe como, também teve a oportunidade de obter informações com os mais antigos. O principal objetivo do encontro foi o de conhecer quem está fazendo o quê e aonde. E a partir deste conhecimento, manter contato e divulgá-los ainda mais para outros universitários que podem estar interessados em participar e não sabem como e onde procurar. Durante as reuniões, que aconteceram em dois dias, foram estabelecidos alguns pontos importantes: - Criação de um Departamento Acadêmico
dentro das AMEs estaduais e regionais, hoje só existente em Minas
Gerais e Curitiba; Participaram deste primeiro encontro cerca de 30 estudantes das áreas de Medicina, Psicologia, Terapia Ocupacional e Administração. Eles representaram várias faculdades como USP, EPM, USP-Ribeirão Preto, FCMS - Santos, UFMG, Santa Casa - SP, PUC - Sorocaba, Unimep, UFF - Rio, UFSC, IMABC, Unesp - Botucatu e Famerp - Ribeirão Preto. Os grupos representados foram: - Centro de Estudos Multidisciplinar - Instituto de
Cultura Espírita - Florianópolis;
Quatro mil livros vendidos Quem participou do Medinesp 2003 teve a oportunidade de encontrar, na livraria montada na área externa do auditório do Anhembi, mais de três mil títulos, de 100 editoras. Durante os quatro dias de evento, foram vendidos quatro mil livros. Dentre os mais procurados estão os lançamentos A Alma da Matéria, de Marlene Nobre; Ser Médico e Ser Humano, de Décio Iandoli Júnior; Medicina e Espiritismo, da AME-Brasil; e Deus e a Ciência, da AME-ES. Além dos livros, foram vendidas 1.200 fitas de vídeo, com palestras apresentadas durante o congresso. As mais solicitadas pelo público foram Terapia do Perdão e da Reconciliação, do presidente da AME-Pará, Alberto Almeida; O Processo Reencarnatório (Normal e na Clonagem), do presidente da AME-SP, Sérgio Felipe de Oliveira; e Jesus, o Médico das Almas, do médium Divaldo Pereira Franco. |
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Souza, Marlene Nobre, Santos e Iandoli
Júnior autografando livros lançados no Medinesp |
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Neuropsiquiatra relata experiências de quase-morte O neuropsiquiatra britânico Peter Fenwick, a maior autoridade clínica da Grã-Bretanha em Experiência de Quase-Morte e uma das figuras mais marcantes do congresso nacional e encontro internacional pelo seu grande interesse e participação, abordou em sua conferência a grande quantidade de casos relatados neste sentido, assim como as lembranças no processo de ressuscitação de pacientes clinicamente mortos por algum tempo. Segundo ele, estamos vivendo uma época de rápidas mudanças. “Está cada vez mais claro que a nossa velha Medicina, que enfoca separadamente os órgãos do corpo humano, é apenas parte de um quadro mais amplo, onde a medicina espiritual e a que relaciona corpo e mente são igualmente importantes. Vivemos um milênio de renascimento espiritual”, disse. Em sua apresentação, Fenwick afirmou que o processo de morte contém componentes bem distintos. “O primeiro seria a aproximação dela. E de acordo com relatos, costuma ocorrer 24 horas antes. São as chamadas visões do leito de morte, em que muitos pacientes dizem ver luzes envolvidas em um clima de amor e compaixão, parentes que já morreram, entre outras coisas. A maioria afirma ter ficado em estado de paz e alguns, sem vontade de ‘voltar´. Também existem as ‘coincidências’ do leito. Aquelas em que amigos e parentes recebem ‘visitas’ daqueles que estão morrendo”, conta, citando várias pesquisas realizadas por autores diversos, em vários países. Outro tipo de caso relatado, de acordo com o neuropsiquiatra, é o de pessoas que não sabem que alguém próximo a elas está morrendo e ‘recebem sua visita’. E também de pacientes infartados que se viram fora do corpo e ao retornarem contam o que presenciaram, apesar de naquele momento estarem inconscientes. “A ciência diz que tudo isso é coincidência”, declara. É por essa razão que Fenwick quer prosseguir com suas pesquisas. Durante sua exposição, ele pediu, inclusive, para que aqueles que conheçam histórias do gênero as relatem no e-mail peter_fenwick@compuserve.com.
Novas idéias Fenwick considerou, ao final do evento, que ele pode ser analisado de três pontos de vistas diferentes. “O primeiro é o científico e, dentro dessa perspectiva, foi apresentada uma série de novas idéias, o que é excitante. O congresso mostrou também que precisamos de mais estudos para assegurar, de fato, a abrangência delas. Há muitas idéias novas aqui que não existem em outros lugares”, declarou Fenwick, que apontou como “maravilhosa” a forma como os espíritas vêem as pessoas. “É tudo muito humano. Isso traz um propósito verdadeiro à vida. Pela alegria com que vivem, os espíritas deverão viver bem e com saúde por um longo tempo”, acredita. O terceiro ponto a ser analisado, como apontou Fenwick, é relacionado ao Brasil. “É um lugar extraordinário, porque existe uma qualidade espiritual que eu nunca vi em nenhum outro país. Os brasileiros são muito abertos e têm um espírito leve por natureza. Tudo pode acontecer a partir deste congresso”, salientou. Questionado sobre a existência dos espíritos, o psiquiatra afirmou que acredita que existe uma consciência depois da vida. “Todas as evidências apontam nessa direção”, finalizou.
Yoga: aspectos positivos da alma Na palestra Estados Elevados de Consciência e Saúde Mental, a psicoterapêuta Uma Krishnamurty afirmou que utiliza no seu trabalho a psicologia do Yoga, que, segundo ela, diferentemente da tradicional, faz emergir os aspectos positivos da alma. “A psicologia tradicional pesquisa os estados anormais da mente, trazendo maiores dificuldades de recuperação do paciente. E as técnicas do Yoga ajudam a transcender o espaço, fazendo com que a energia interior do ser flua para o exterior, permitindo, desta forma, a manipulação das emoções negativas, transformando-as em positivas”, declarou. “O foco central do modelo que emprego visa à manifestação do potencial divino humano”, completou. O Yoga é uma filosofia com mais de 5 mil anos, que se baseia na de grandes mestres que buscam o alto nível de consciência. Uma afirmou que a ignorância sobre a própria natureza divina do ser é a causa dos sofrimentos humanos. “O instrumento da manifestação divina na Terra é o corpo e o intelecto que é traduzido pela mente. E hoje a ciência está comprovando esta interação através da física quântica”, esclareceu. E salientou a importância da paz. “Gerá-la ao próximo é fazer a própria paz”. A psicoterapeuta enfatizou ainda que Jesus foi o maior exemplo de aplicação desses preceitos, principalmente quando disse: “se alguém lhe bater à face direita, dá-lhe também a esquerda”.
Espíritas e não-espíritas falam a mesma linguagem em encontro internacional Pesquisadores ingleses e americanos não- espíritas falando igual aos espíritas, a descoberta de que a ciência entrou em um ponto de intersecção com o Espiritismo e que é possível falar a mesma linguagem. Estas foram algumas das conclusões do II Encontro Internacional de Médicos Espíritas, que reuniu, em 21 de junho, no Anhembi, em São Paulo (SP), aproximadamente 700 pessoas. O evento reuniu, pela primeira vez, cientistas não-espíritas, para discutir pesquisas que comprovem a existência do Plano Espiritual através da física quântica e das experiências de quase-morte. Participaram do evento o físico Amit Goswami, a psiquiatra Uma Krishnamurty, o neuropsiquiatra britânico Peter Fenwick e o psiquiatra americano Harold Koeing, que apresentou resultados de pesquisas que vêm sendo realizadas nos EUA sobre o poder da prece e da religiosidade. “Além da troca de experiências, conseguimos a permissão para um intercâmbio com a Universidade de Duke, na Carolina do Norte (EUA), para realizar pesquisas sobre espiritualidade e Medicina. O doutor Harold Koenig, que vem realizando trabalhos nesse sentido, convidou-nos a ir aos EUA e desenvolver pesquisas conjuntas”, informa Sérgio Felipe de Oliveira, presidente da Associação Médico-Espírita de São Paulo (AME-SP). “Também iniciamos o mesmo protocolo de Experiência de Quase-Morte em hospitais de São Paulo, numa corrente em comum com 20 hospitais do Reino Unido a partir da orientação do doutor Peter Fenwick. Vamos trabalhar juntos em uma mesma rede”, comemora Sérgio Felipe. Outro ponto positivo apontado pelo presidente da AME-SP ao final do evento foi a percepção de que grande quantidade de profissionais da área da Saúde e outros interessados nas pesquisas científicas estão querendo se coligar com instituições, universidades, hospitais, entidades ligadas à linha de pesquisa e que já estão se movimentando para começar a desenvolvê-las. Além dos convidados já descritos, o evento contou com a participação de presidentes das associações médicos-espíritas da Argentina, Colômbia, Panamá, que enfatizaram a necessidade das escolas de Medicina na América Latina de incluir a disciplina de Medicina Energética ou Medicina Espiritual na formação dos médicos do século XXI. “A Medicina Energética, através das pesquisas reconhecidas mundialmente, vai abrir um mundo novo para a humanidade”, disse a presidente da Associação Médico-Espírita Internacional, Marlene Nobre. “Nosso objetivo com o congresso é mostrar que o médico do futuro não vai atender só de patologia, mas, se preocupar em dar amor e cuidar da alma. Estamos em plena integração da ciência com a religiosidade”, enfatizou.
Física quântica: consciência e a nova ciência da cura Amit Goswami, PhD em Física, que desenvolveu trabalho científico pioneiro sobre a primazia da consciência, trouxe para o congresso a proposta de integrar nosso coração espiritual à mente científica, onde estariam inclusas a filosofia oriental, física quântica e a defesa de um novo comportamento baseado em valores humanos. Para isso, demonstrou como os princípios da nova ciência podem ajudar a despertar nossa criatividade interior, aprofundar a espiritualidade e viver como seres realmente livres. Goswami iniciou sua palestra discursando sobre Medicina Integral, integração entre a Medicina tradicional (alopática) e todas as outras medicinas complementares, como a homeopatia, fitoterapia e muitas outras terapias alternativas, que, segundo ele, devem ser usadas a partir de agora pelos médicos. Nesse sentido, citou as medicinas indiana e a chinesa, lembrando das energias e fluidos que a última incorpora em seus tratamentos. “As energias sutis têm o poder de curar doenças, assim como a força da mente”, declarou, discorrendo sobre o dualismo que propôs: “como o corpo físico interage com um não-físico, se não há ligação física entre eles?”. Com essa proposição, Goswami esclareceu que o momento é de mudança de perspectiva de visão para enxergarmos as coisas de outra forma. Apontou os tipos de corpos existentes e comprovados pela Física Quântica, como o corpo vital. E afirmou que a consciência é a base da vida, o agente causal da maioria das doenças que os homens desenvolvem. Para ele, redescobrir a eficácia da mente e o que podemos fazer com ela causará uma revolução na Medicina. O físico apontou que o corpo vital é uma fonte para a Medicina e que as medicinas chinesa e indiana já o consideram como fator de extrema importância no momento de se estabelecer um tratamento. Ao citar como exemplo o coração, declarou que ele é o centro do corpo físico, mas, ao mesmo tempo, o do corpo vital, por ser também o centro do sentimento. Goswami acredita e utiliza o conceito de origem quântica de campos morfogênicos, que estabelece a comunicação entre as coisas. Sobre a alopatia, afirmou que ela evoluiu muito nos últimos anos, mas que é útil para as doenças que ocorrem no corpo físico. “Mesmo assim, são venenos para o nosso corpo”, disse. “Mas as grandes doenças não são de origem genética, são causadas no corpo vital e devem ser tratadas neste mesmo corpo”, completou. Goswami definiu o conceito de doença como sendo uma sensação de estarmos separados. “Assim, a cura seria sentir o todo. Se mudarmos os nossos hábitos, mudaremos o nosso corpo vital”, finalizou. Sobre o Medinesp 2003, Goswami o considerou “muito bom” e disse que leva daqui a “energia do povo brasileiro”. Amit Goswami, professor de Física na Universidade de Oregon por 34 anos, é autor dos livros Physics of the Soul e Integral Medicine, ainda não traduzidos para o Português, e O Universo Auto-Consciente e A Janela Visionária, este último lançado durante o Medinesp 2003. Confira abaixo alguns trechos de sua palestra: “O que é a mente? O que ela pode fazer que o corpo não pode? Um computador pode substituir nossa mente? Em princípio, um computador processa símbolos, não significados. A mente produz significados dinâmicos...A todo instante pode fornecer uma interpretação nova da realidade, o que um computador jamais conseguirá realizar. E pela vida nossa mente pode nos trazer problemas em função da interpretação equivocada desta realidade”. “Nós temos uma enorme capacidade de nos curarmos, tornando-nos pessoas mais otimistas. De alguma forma nós criamos a doença. Por exemplo, o ciúme ou a inveja. Este sentimento é uma falsa percepção do sentido. Interfere nos movimentos do corpo e em sua programação interna, fazendo com que o sistema imunológico seja afetado”. “A doença nos dá uma grande oportunidade de acordar para o corpo supramental. A doença significa que uma representação em software de uma determinada função vital deu errado, e precisa de caminho novo e criativo. A cura mente-corpo ocorre quando a consciência criativamente provoca o colapso de novas possibilidades na mente quântica, o que induz o cérebro a criar uma nova representação, um novo caminho para a função vital afetada. A criatividade interior também pode começar com a intuição de que existe mais no ser além do ego. Isso leva a um desejo intenso de conhecer o eu, cuja natureza é a própria consciência”.
Religião,Espiritualidade e Medicina |
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Harold Koenig apresentou estudos sobre a
Espiritualidade e Medicina |
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Um breve histórico da relação
entre Medicina e Religião: na sociedade ocidental, os primeiros
hospitais foram abertos pela Igreja Católica. Antes do século
IV eles não existiam. A Igreja tomou para si a responsabilidade
destas instituições, isto é, ela licenciava a Medicina.
Muitos dos primeiros médicos eram padres e as primeiras enfermeiras,
irmãs de caridade.
A psiquiatria também era parcialmente religiosa, havia o tratamento “moral”. O padre e a freira faziam parte da equipe assistencial, estavam diretamente ligados ao tratamento e cuidados com o paciente psiquiátrico. Com o passar do tempo, a ciência foi se distanciando da religião e, conseqüentemente, a Medicina também passou a perder seus vínculos com a Igreja. Principalmente a partir do século XIX, as idéias científicas tornaram-se “anti-religiosas” como, por exemplo, para Freud a religião era uma “neurose obsessiva comunitária”. Assim, a religião começou a ser considerada como atividade insalubre, prejudicial à saúde. Pesquisa - Em termos gerais, procura-se saber se, afinal, a religião tem efeitos positivos ou negativos no tratamento das doenças de um modo geral. Há uma porcentagem referente às religiões mais presentes: 7% são humanistas, isto é, se dizem sem religião alguma; 7% são adeptos de religiões não estabelecidas, isto é, são os “místicos” (cristais etc.); o restante é adepto de religiões estabelecidas. Destes últimos, há aqueles que são adeptos de religiões orientais e outros de ocidentais (católicos, protestantes, judeus, muçulmanos). Os adeptos de religiões ocidentais são divididos em dois grupos: Tipo 1 - acreditam em uma cura miraculosa; e Tipo 2 (60%) - acreditam que a vontade de Deus seja feita. Relato de caso - paciente do sexo feminino, de 83 anos, com estenose medular (doença compressiva da medula) com dores crônicas intensas, que não obtém melhora da dor com nenhum tipo de tratamento. Já tentou acupuntura, quiropraxia, massagens, além dos tratamentos tradicionais. Paciente com grandes dificuldades financeiras, mora sozinha, não tem ninguém que a ajude, ou seja, com múltiplas dificuldades. Apesar de tudo, vive muito bem sozinha, faz caridade, procura auxiliar outros pacientes e, inclusive, reza com eles. Possui uma fé profunda, com uma crença absoluta em Deus. Em seu relato diz “Não adianta orar sem fé”. Sente-se confortada e suas dores melhoram quando ora. É freqüente esse tipo de comportamento? Muito mais freqüente do que se imagina. Há mais de 70 trabalhos relatando isso com as mais diferentes doenças (câncer, esclerose múltipla etc). Avalia-se os pacientes através de afirmações que lhes são dadas para ler e eles devem se manifestar dizendo o quanto concordam com elas. A partir daí, avalia-se o grau de concordância de cada um. Além disso, avalia-se o grau de fé dos indivíduos através de perguntas do tipo: freqüenta alguma igreja? Quantas vezes por semana? etc. Alguns resultados - Estudo com 800 pessoas: bem-estar e esperança comparados com a freqüência à igreja. O bem-estar aumenta muito de acordo com a fé religiosa. O que poderia prever quem melhora? Com fé religiosa intrínseca, 70% melhora. Qual o efeito disso? Pessoas religiosas têm mais esperança, ‘vão mais à luta’, têm mais felicidade, mais bem-estar, não possuem tanto medo da morte, têm menos depressão, mais otimismo, saúde mental e apoio social. Jovens religiosos têm menor propensão a cometer atos hediondos (agressivos). As crenças religiosas permitem melhor pressão arterial sistólica, melhor sistema imunológico e sistema nervoso. A religião está conectada com a saúde? SIM. Estudo com 7 mil pacientes: Quem tem atividade religiosa (1 a 2 vezes por semana) tem 60% de chance de viver 6 anos a mais do que outros indivíduos cardiopatas (é o mesmo efeito de não fumar cigarros). Há vários trabalhos publicados com estudos realizados que mostram a diferença entre os sistemas imunológicos, sobrevida, mortalidade, pressão arterial de pacientes com atividade e fé religiosa e pacientes que não os têm. O único achado que não é tão positivo é que indivíduos que têm fé e atividade religiosa são mais gordos...Há alguns livros interessantes sobre o assunto (a maior parte em inglês): “Manual da Religião e Saúde”, “Ligação entre Religião e Saúde”, “Espiritualidade no cuidado ao paciente”, “O Fator Fé”, “Dor Crônica”, entre outros. Aplicações - Não se deve dizer ao paciente que ele deve crer em Deus ou orar. Em geral, os pacientes já são religiosos. O que o médico (ou qualquer profissional de saúde) deve fazer é aproveitar e utilizar esse histórico e incentivá-lo, apoiá-lo. Deve-se SEMPRE respeitar o paciente. Os médicos podem rezar com seus pacientes. Quando esse tipo de apoio vem do médico, tem um poder imenso e muito forte, pois é cultural. Aquilo que vem do médico é seguro. Há um respeito muito grande. É mais poderoso do que se viesse de um padre. Pensa-se: ‘O doutor está disposto até a rezar comigo para que meu tratamento dê certo.” Observou-se também que atendimentos de saúde ligados às atividades religiosas são extremamente positivos (enfermeiros dentro da igreja, por exemplo). Há um menor número de internações, com menor custo ao governo, há maior adesão ao tratamento e confiança no profissional. Na apresentação acima, Harold Koenig nos surpreendeu com a apresentação de dados sobre os estudos de espiritualidade e medicina, mas posteriormente lembrou que no Brasil temos cerca de 100 institutos voltados ao estudo da Medicina, mas que nenhum deles possui em sua grade a matéria “Medicina e Espiritualidade”. Já nos EUA, segundo ele, de 126 estabelecimentos voltados a formação de médicos, 80 já aderiram ao programa de treinamento para lidar com o lado religioso e emocional dos pacientes e de 5% a 10% dos médicos americanos já possuem condições para dar abordagens espirituais e religiosas a seus pacientes. Questionado sobre o motivo pelo qual a Medicina vem sendo empregada junto à espiritualidade em alguns hospitais americanos, Koenig respondeu que, em primeiro plano, esta junção se dá em respeito ao paciente e sua saúde, visto que a fé é uma prática que leva à melhoria física e mental. E que também favorece as pesquisas que estão sendo feitas sobre o tema. São cerca de mil estudos, apenas em inglês, que comprovam: rezar e ler a Bíblia auxilia a melhoria de pacientes em seus tratamentos médicos. Sobre participar do Medinesp 2003, Koenig declarou ser muito importante um congresso com estas dimensões, aqui no Brasil. Segundo ele, é um lugar ideal para se debater religiosidade e espiritualidade, tendo em vista que o povo brasileiro é um dos mais religiosos do mundo. “E este tema é muito importante para o estudo da Medicina”, declarou.
Fé ajuda a suportar doença Ao final da apresentação de Harold Koenig, o público pôde participar com perguntas. Abaixo, algumas das questões que foram tratadas com o médico americano: O que o motivou a realizar esses estudos? Em seu departamento, há algum tipo de intercâmbio
para conhecermos os protocolos de pesquisa? O que acha que será futuramente a relação
entre Religião e Saúde/Medicina? O senhor não acredita que pela sua experiência
pessoal (o senhor transformou a dor em trabalho), estamos falando a mesma
coisa? |
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