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VAMOS TIRAR O ATRASO!
Dizem que o terceiro milênio está aí, batendo às nossas portas, excitando, instigando e nos assustando ao mesmo tempo. De fato, a revolução tecnológica, a Internet, a globalização tornaram os negócios mais viáveis, rentáveis, com o custo e tempo cada vez mais reduzidos em nome... em nome do quê mesmo?
E nós, profissionais da saúde? De que modo poderemos traduzir esses novos tempos e começar a praticá-los de forma a darmos uma contribuição para que este terceiro milênio seja um pouco diferente, para melhor, do que esses dois mil anos passados?
Realmente, a medicina evoluiu muito. As pesquisas, técnicas, laboratórios, diagnósticos, tudo até onde a tecnologia atual nos permite, nas raias da tridimensionalidade que nos margeia, foi feito, e muito bem feito. Mas, hoje, quando nos deparamos com a doença mental, onde dois mais dois nem sempre dá quatro, pode-se notar o quanto se limita a terapêutica e o tanto que se rotula, com mil nomes, sinais e sintomas tão parecidos entre si.
Em hipótese nenhuma vale desmerecer o esforço de profissionais dedicados e que, ao seu ver, tentam amenizar o sofrimento alheio, e o fazem. O que realmente incomoda, às vezes, é a indiferença de alguns que, por lembrarem que o problema não é com eles mesmos, que não tem cura, e que, afinal, não vale a pena gastar seu precioso tempo para investir em uma coisa que não se sabe, nem mesmo a etiologia, agem por inércia.
E agora psiquiatras e psicólogos, deparam-se com a terapia de vida passada – conta-se com uma quarta e imensurável dimensão. Nela, a hipótese da reencarnação vem e nos explica de uma maneira lógica e racional a interação espírito-corpo. Desmistifica os quadros mentais, faz entender o “ouvir e ver coisas ruins”, as dores no corpo inexplicáveis pelos clínicos, as atitudes comportamentais e impulsivas das pessoas e derruba a imutabilidade do caráter do indivíduo, até então, intocável. Pelas mãos do Inconsciente mostra o porquê das coisas, onde realmente tudo começou; traz a compreensão dos problemas do hoje; alivia, conforta, cura.
E tudo parece ir muito bem nos consultórios onde já são colocados em prática estes conceitos e, aos poucos, vão ganhando credibilidade pelos resultados finais. Porém, nos consultórios, os profissionais já são procurados para a TVP. Mas como introduzir esses “novos” conceitos ( porque parece que, de uma certa forma, as coisas sempre funcionaram assim e nunca ninguém teve a sensibilidade e a ousadia de quebrar tabus) para a psiquiatria clássica e instituições de saúde mental, ou antes, tocar nesses assuntos com o paciente ou com outros médicos, visto que eles já vêm com idéias pré-formadas? Este é um entrave e uma pergunta que fica no ar.
Este período de transição, lento e trabalhoso, requer muita responsabilidade, paciência e seriedade para poder dialogar com crédito e respeito, e parece que já começou. Fazemos parte dele e precisamos nos conscientizar disso.
Dr. Flávio Braun Fiorda.
Médico, psiquiatria.
Pres. da Soc. Bras. de Terapia de Vida Passada.
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