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| A PRÁTICA DO YOGA NA RECUPERAÇÃO DE DETENTOS (matéria publicada na Folha Espírita em novembro de 2006) Desde o início de julho, alunos da Faculdade Integrada Espírita, coordenados pela professora Neusa Kutianski, dão aulas de yoga aos detentos da Casa de Custódia de Curitiba. O trabalho é realizado em conjunto com o projeto executado pelo serviço social do Estado, que trabalha com as famílias dos detentos. A finalidade é promover uma convivência mais pacífica, através de técnicas de relaxamento, meditação e posturas psicofísicas, resultando em bem-estar, equilíbrio, paz e sentimento de serenidade interna, entre os detentos. Segundo a coordenadora, “a proposta é para que haja uma modificação nos hábitos dos pensamentos dos praticantes, ou seja, se eu começo a pensar em situações destrutivas e negativas, minhas ações também serão destrutivas e negativas. Quando eu começo a ter essa modificação de pensamentos, a interna vai se produzindo. O yoga diz que todos nós temos, internamente, um mar de tranqüilidade, só que nós não o acessamos. As técnicas vão propiciar esse contato com o interior mais profundo e trazer à tona o sentimento de tranqüilidade e serenidade”. Outro ponto interessante, explicado por ela, é que o yoga leva o praticante à pacificação mental. Passa a enxergar os problemas sob outra óptica, pois dentro das técnicas são passados alguns preceitos éticos como, por exemplo, o contentamento. “Não importa como ou o lugar onde você esteja, você vai formular imagens que lhe dão a apropriação de um estado de maior alegria.” Neusa explica, ainda, que esse tipo de trabalho foi iniciado na cidade paranaense de Guarapuava e está em andamento há alguns anos com bastante sucesso. Outro projeto semelhante ocorre na cidade de Natal. “Eles já possuem até uma ala própria para a prática do yoga, construída por empresários que viram os resultados benéficos dentro do próprio presídio e onde os presidiários já são agentes reprodutores dos métodos. Os resultados não atingem 100% das pessoas, mas aquelas que estão predispostas a receber a comunicação interna delas mesmas.” Devido ao alto número da população carcerária, a escolha dos participantes é feita através de triagem. Os detentos que se posicionam positivamente passam por uma avaliação e são escolhidos. Nessa avaliação, leva-se em conta a sua conduta. O grupo de Curitiba possui 13 pessoas que estão sendo analisadas, para saber como estão se sentindo após receber esse tipo de reeducação de atitudes. |
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