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IMPACTO DA REENCARNAÇÃO NA MUDANÇA DE PARADIGMA
(matéria publicada na Folha
Espírita em julho de 2005)
A Folha Espírita entrevistou
o Dr. Déci Iandoli Junior (vice-presidente da AME-Santos), Professor
titular da cadeira de Fisiologia da Universidade Santa Cecília
Professor titular da cadeira de Fisiologia da Universidade
Santa Cecília, de Santos (SP), Décio Iandoli Júnior,
40, é vice-presidente da Associação Médico-Espírita
de Santos. Autor dos livros Fisiologia Transdimensional e Ser Médico
e Ser Humano, ele falou sobre o Impacto das Reencarnação
na Mudança de Paradigma. Abaixo, os principais pontos tratados:
FE - As pesquisas focadas no paradigma
espiritualista vêm crescendo?
Décio Iandoli Júnior - Vem crescendo
muito. O Medline, que é o maior banco de dados de pesquisas da
área da Saúde, aumentou seu acervo em quatro vezes nos últimos
cinco anos, enquanto as pesquisas que desenvolvem temas espiritualistas
cresceram 20 vezes.
FE - O que isso significa? Há
um novo conceito no meio acadêmico?
Iandoli - Acredito que sim, apesar da natural resistência
que sempre ocorre na mudança de um paradigma. Nesse caso, a resistência
é ainda maior porque se pleiteia a mudança para o paradigma
espiritualista, com todas as implicações religiosas nela
envolvidas. Mas as evidências e os indícios científicos
existentes são muito grandes e já obrigam as universidades
a discutirem e estudarem o tema. Com o tempo, mesmo de forma lenta e truncada,
este novo conceito acabará sendo introduzido no meio acadêmico.
FE - A reencarnação
está atrelada a estas pesquisas?
Iandoli - Eu diria que o estabelecimento do paradigma
espiritualista, dentro das Ciências Biológicas, se dará
através da constatação da reencarnação
como lei biológica, coisa que só não se estabeleceu
ainda por puro preconceito existente entre os cientistas.
FE - O que muda na prática
com o conceito da reencarnação?
Iandoli - Talvez seja melhor dizer o que não muda,
pois é uma grande revolução científica e moral.
Creio, no entanto, que as mudanças mais significativas ficarão
a cargo do conceito de vida e, consequentemente, de morte, estabelecendo
normas éticas mais claras e seguras em relação aos
grandes avanços da genética.
FE - A idéia da reencarnação
como lei biológica abre novos caminhos? Quais?
Iandoli - Muitos caminhos vão se abrir para a
pesquisa e o desenvolvimento humano. O mais imediato deles deve ser a
abertura, para o estudo e a compreensão do perispírito e
de seus mecanismos de atuação sobre a matéria física,
trazendo novas possibilidades terapêuticas e descortinando novas
tecnologias para a “fabricação de órgãos”
em laboratório, a partir de uma célula do próprio
paciente e sem a necessidade de clonagem.
FE - Pesquisas com células-tronco
e avanços da Medicina Fetal trarão mudanças? Quais?
Iandoli - Acredito, cada vez mais, que o conhecimento
profundo da fisiologia das células-tronco adultas, somado ao conhecimento
do perispírito como Modelo Organizador Biológico, vão
revolucionar a Medicina, permitindo terapêuticas de reconstrução
tecidual e transplantes autólogos com excelentes resultados. Quanto
à Medicina Fetal, que hoje é muito mais competente no diagnóstico
do que na terapêutica, deverá se beneficiar muito com as
intervenções genéticas e perispiríticas, além
do desenvolvimento de técnicas de cirurgia intra-uterina, que já
estão em curso.
FE - Quais os perigos que rondam
a Medicina, agora e no futuro no campo moral e bioético?
Iandoli - Creio que são os mesmos que nos têm
assombrado desde o início dos tempos: o desrespeito à vida.
Com o estabelecimento seguro do conceito de vida, o entendimento da lei
da reencarnação e suas consequências, a Medicina e
a Bioética poderão ser conduzidas de maneira segura para
o nosso inevitável futuro de evolução.
FE - A ciência porá
fim aos dogmas? Por quê?
Iandoli - A ciência, em sua essência e princípio,
não pode aceitar os dogmas. Ela é aberta, curiosa e não
se conforma com respostas prontas e imutáveis que não permitem
uma explicação racional que possa ser confirmada. Assim,
eu diria que o fim da ciência, em si mesma, é gerar conhecimento
e extinguir os dogmas e preconceitos. |